Poesia

Stents

1 min de leitura
(Poema para um amigo que teve stents negados pelo plano de saúde)

As armas e os barões assinalados,
que do planalto central brasiliano,
negaram os stents indicados
para artérias nunca dantes operadas.
Hão de ver o erro cometido,
e repensar este tão cruel deciso.
Cesse tudo o que a Musa antígua canta,
que outro valor mais alto se alevanta.

Deixe esta fúria grande e sonorosa,
que o peito acende e a cor ao gesto muda;
que traz perigos a vasos maltratados
mais do que suporta a força humana.
Vejo pelo email que tarda a hora
em que emite essa missiva tão raivosa;
infausta para as calcíficas coronárias,
esse infortúnio da nossa faixa etária.

Marco Cotrim
Agosto/2026

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