Poesia

Soneto da Loucura

1 min de leitura

Caro passageiro da nau dos insensatos,

que vale um sábio ante armas empunhadas,

que vale um livro ante o banco e seus extratos,

neste tormentoso mar de almas assustadas?

Veja este mundo: bem mais louco que a loucura.

Atenção aos rábulas e jurisconsultos.

Leve à fogueira a mulher bela, mas impura.

Cumpra a lei, faça deveres e ouça insultos.

Paciência para escutar tanta mentira.

Esculápio atento ao bolso, não à vida.

E tão pouco tempo para tamanha ira.

Mais fé! Siga a jornada, continue a lida.

Ao fim dessa viagem, acenda uma pira.

A cada um, dê a parte que lhe é devida.

Na seção dos vídeos, este poema está musicado por um amigo craque em IA. Gostei do rock que ele fez e o transformei em um clipe (feito com ajuda da IA). Ficou curioso? Dá uma olhada lá.

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