Olá, sou Marco Cotrim, contador de histórias. Gosto de escrever desde a juventude, foram muitos cadernos escritos à mão. Rasguei uns, guardei outros e os transformo em livros (alguns já publicados).
O nome desta página tem uma história, que se desenrolou assim: antes de publicar meus textos, encontrei o excelente curso de Escrita Criativa, do ilustre e querido Professor Assis Brasil, lá do Rio Grande do Sul; que ensina a técnica da Escrita criativa há 35 anos.
Ainda faltava algo para que eu tivesse a ousadia para publicar e a serenidade para ouvir todas as opiniões, boas e ruins, sem abalos emocionais. Procurei cursos de literatura, para relembrar alguns clássicos lidos há muito e entrar em contato com outros não lidos, tarefa não muito simples. Ainda no Rio Grande do Sul, mais exatamente, na PUCRS-ON LINE, encontrei um curso de Pós-Graduação em Literatura, Filosofia e Arte, que preencheu completa e alegremente dois anos da minha aposentadoria.
Pronto. Esta é história desta página, seu nome é o título do meu Trabalho de Conclusão de Curso: um ensaio denominado “Quem não escreve não conta sua história”, cuja conclusão é esta:
CONCLUSÃO: LER E ESCREVER O MUNDO
Ler o mundo não é uma tarefa complexa, todos o lemos, mesmo antes de qualquer letramento. Muito mais complexo é escrever o mundo, reorganizá-lo com a nossa cognição e recriá-lo para os outros, acrescentando algo da nossa própria criação; seja uma obra artística ou literária, um trabalho bem executado, um exemplo para os nossos filhos ou um legado para nossos netos. Todos temos a capacidade de oferecer algo que possa melhorar o mundo, pois possuímos as ferramentas necessárias: nossa psique, aí incluídas a cognição, as emoções, os sentimentos; e a linguagem necessária à comunicação, a qual deve ser aprendida e aperfeiçoada durante toda a vida. Toda linguagem estabelece um diálogo entre o emissor e o receptor da mensagem; entretanto, a linguagem escrita possui características que qualificam tal diálogo. Por não necessitar da proximidade física (casos da comunicação oral e gestual), a escrita amplia o alcance da mensagem. O rigor da sintaxe confere precisão ao teor da mensagem e a possibilidade de fixá-la em um meio físico permite o diálogo com toda a História, pois surgiram juntas: a escrita e a História.
Quando alguém escreve o mundo, deixa de ser mero repositório de informações e se posiciona ante o interlocutor, deixa de ser passivo e realiza sua ação. Sua ideia pode transformar algo e quando isso ocorre, ele deixa de ser objeto e passa a cidadão sujeito do mundo. Acredito que a EC seja um caminho, não somente para a expressão, mas também para a construção do pensamento. Se alguém conta sua história com uma escrita repleta de significados (escrita enriquecida pela EC), ele é capaz de estabelecer um diálogo libertador, que lhe confere a autonomia para apresentar-se ao mundo e apresentar o seu mundo aos interlocutores; com suas próprias palavras e seus próprios pensamentos. Espero que as poucas experiências de EC na educação básica se multipliquem e sejam um embrião para uma educação verdadeiramente transformadora, capaz de aprimorar a criatividade dos jovens e ensiná-los e aprender com eles, a ler e escrever o mundo.
Caso queira ler o trabalho inteiro, CLIQUE AQUI, use-o da forma que quiser, mas cite a fonte.
Um abraço,
Marco Cotrim
Conversa
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