Era uma vez um rei arrogante e desonesto chamado Sísifo, que governava a cidade de Corinto, na região do Peloponeso, na Grécia.
Conta-se que certo dia, Sísifo viu o sequestro (a mando de Zeus) de Egina (filha de Asopo, Deus dos rios). O esperto Sísifo viu uma chance de se aproximar de Asopo e contou-lhe que a filha fora levada por Zeus, em troca, pediu-lhe uma nascente, nos limites do seu reino. Foi atendido, um caudaloso rio começou a jorrar em Corinto.
Ao saber disso, Zeus envia o Deus da morte (Tânatos) para levar Sísifo ao outro lado, ao mundo subterrâneo. Sísifo engana Tânatos, o acorrenta e escapa da morte.
Enganar a morte foi uma grave ofensa aos deuses, especialmente a Ares, Deus da guerra. Sem a morte, acabava o seu significado, os feridos na guerra continuariam a lutar, os enfermos e idosos continuariam eternamente em seus leitos, sem morrer. Ares perderia o sentido da sua existência, e por isso, se enfureceu e desceu ao mundo dos mortais para libertar Tânatos e levar Sísifo ao mundo dos mortos.
Sísifo ainda não se deu por vencido, ludibriou Perséfone (rainha do mundo dos mortos, esposa de Hades) e fugiu, pela segunda vez, da morte.
Zeus não o perdoou, ele foi condenado a rolar uma enorme pedra, morro acima, todos os dias, durante toda a eternidade. Quando chegava no topo da montanha, Sísifo estava cansado e a pedra lhe escapava e rolava morro abaixo, sendo obrigado a recomeçar o trabalho.
Para finalizar, relembro duas referências literárias ao Mito de Sísifo: O Mito de Sísifo de Albert Camus e As Intermitências da Morte de José Saramago.
Imagem: Sisyphus
Tiziano, Vecellio di Gregorio
Copyright de la imagen ©Museo Nacional del Prado
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