Poesia

Canção de Despedida

1 min de leitura

Vou abrir a prisão e te conceder o espaço,
pequeno pássaro.
Embora te tenha na alça de mira,
eu grito, te espanto e te liberto no campo.

Vou soltar tuas amarras e esquecer o teu corpo.
Grande mar de ironias!
Embora te guarde em pensamento,
sopro tua imagem e rasgo tuas fotografias.

Ah! Furacão!
De que mares surgiste
para deixar meu coração tão triste?

Marco Cotrim
marco_cotrim@uol.com.br

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