SONETO DA IDENTIDADE
Sou qualquer homem, mulher, tanto faz;
malandro, otário; pouco importa.
Sou santo, mas também posso ser vida torta;
sou tímido, mas posso ser sagaz.
Posso ser preto, amarelo ou azul.
Sou você, este, aquele ou ninguém;
mas tenho coisas que você não tem.
Sou espelho, reflexo e vento sul.
Sou adulto, criança e tenho um sonho:
viver o dia confortavelmente,
dormir em paz e achá-lo onde o ponho.
Sou jovem alegre ou velho doente.
Sou livre e frequentemente me exponho.
Sem pedigree, minha raça é ser gente.
Marco Cotrim
marco_cotrim@uol.com.br
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