Ontem visitei minha doce e amada amiga, a velhinha de Taubaté. Fui a pé, subi a ladeira do Morro do Cristo e cheguei ofegante.
Após beijá-la e descansar a cabeça em seu ombro por alguns minutos, aceitei o copo de água gelada e nos sentamos à varanda, a apreciar o Vale do Paraíba e o dourado manso do pôr do sol, que escorregava atrás da Serra da Mantiqueira.
Ela trouxe o álbum de fotografias e iniciamos a aventura adorada por gente da nossa idade: ver e comentar fotografias antigas.
— Tenho saudades desta, Dulcineia! Esse oceano me inspirou muito, acho que vou voltar lá.
— Carece não, meu amor!
— Talvez a inspiração volte, quem sabe? Tem mais de uma semana que nada escrevo.
— Fique aqui, Fausto! Ela vai voltar.
— Como você sabe?
— Ora, o oceano está dentro da sua cabeça. Feche os olhos, ouça o barulho das ondas e sinta a água molhar seus sapatos.
Conversa
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