“A realidade é muito parecida com a verdade, tem muitas faces, depende de muitos fatores e transparece em camadas. A explicação para uma coisa ou um fato depende do lugar onde o observador se coloca, do tempo de observação, do tamanho do campo observado e de outras variáveis. Compreendi essas nuances muito cedo na vida; e a surpresa de apreender tais complexidades trouxe-me um sentimento de importância nunca vivido. Achei que tinha crescido e ficado inteligente. Finalmente sou um homem, já sei muitas coisas e posso até participar das rodas de conversa dos adultos — foi o que pensei.”
Este pequeno texto se refere ao aprendizado de uma criança, que começa a compreender o mundo e, por se sentir um homem, pode participar das rodas de conversa dos adultos. Apresenta uma dúvida: o que é a realidade? E traz como resposta a afirmação de que ela é muito parecida com a verdade. Simples, não? Nem tanto.
Esta dúvida acompanha a humanidade há muito tempo e ainda está longe de ser esclarecida. Há 2.500 anos, os filósofos pré-socráticos já se perguntavam a mesma coisa. Vieram Sócrates, Platão, Aristóteles (aquele que foi preceptor de Alexandre, o Grande. Lembra do filme?) e tantos outros filósofos que dedicaram parte de suas vidas à observação e questionamento da realidade.
Se lhe parece fácil a resposta, trago o assunto para os tempos atuais, para o ambiente próximo de você e sugiro um pequeno exercício: em algum momento do dia, quando se encontrar em frente a um espelho, olhe nos olhos que vê em seu reflexo e pergunte-se: quem sou eu?
Se quiser compartilhar a resposta que você encontrou ou falar sobre o assunto, fique à vontade. Terei muita satisfação em falar sobre isso.
Um abraço
Marco Cotrim
marco_cotrim@uol.com.br
Conversa
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